A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados iniciaram em agosto de 2020 a campanha #PetrobrásFica. O lançamento teve articulação com a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás e tem o objetivo unificar ações contra o desmonte da Petrobrás no Brasil.

Durante o lançamento da campanha, o economista Eduardo Pinto, professor da UFRJ e pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), realizou uma exposição sobre os prejuízos do processo de privatização e desintegração do Sistema Petrobrás, intensificado no governo Bolsonaro e acelerado na pandemia. 

O lançamento da campanha foi transmitido ao vivo nas redes sociais. (Confira)

Acompanhe a #PetrobrásFica e #PetrobrásFicaNoAM para compartilhar e divulgar a campanha em defesa da Petrobrás. 

A Petrobrás é uma das empresas com maior lucratividade do Brasil. Por que vender?

 

Estão entregando nossas riquezas naturais e econômicas, desrespeitando povos tradicionais indígenas, ribeirinhos e a população amazônida.

 

A venda da saída da Petrobrás do Amazonas significa entregar uma das nossas maiores fontes de renda na Amazônia para empresas de iniciativa privada. E a exploração de petróleo e gás natural, de forma sustentável e com o objetivo de gerar emprego para brasileiros, vão ser abandonados e irão passar a gerar lucro para o capital estrangeiro, mesmo após anos de investimentos da empresa no Amazonas para beneficiar a população. 

 

A situação é grave. A privatização da Petrobrás já foi iniciada com a venda dos ativos no sudeste a "preço de banana". Uma empresa com lucratividade que gera empregos e renda está sendo vendida com a desculpas que irá pagar divídas e que não possui lucratividade. Mas em contrapartida está sendo vendida a preço abaixo, com desinvestimentos que param a produtividade de refinarias e de outros ativos para não obter lucro. 

Plataformas da Bacia de Campos sendo vendidas em leilão online a preços de apartamentos 

Exemplo disso, foi a venda de três plataformas na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, por apenas R$ 7,5 milhões, um valor que corresponde a três apartamentos de alto padrão com menos de 100 metros quadrados na Zona Sul do Rio de Janeiro. Conforme o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), as plataformas P-07, a P-12 e a P-15 foram vendidas em um leilão online por um site que vende carros batidos e de sucata, no valores irrisórios de US$ 370 mil, US$ 330 mil e US$ 750 mil, respectivamente. O valor investido pelo comprador pode ser retornado e duplicado para as suas contas bancárias em menos de uma semana.

As plataformas poderiam continuar em operação, sem prejuízo e gerando renda para a região e lucro para o Brasil.

Essa é a atual realidade do modelo de venda aplicado pelo Sistema Petrobrás, responsável por grandes desinvestimentos nas regiões brasileiras e com grandes impactos negativos e interesses políticos e de grandes empresários do setor privado.

Queremos uma estatal do povo e para o povo, que investe em pesquisas, sustentabilidade que tenha o compromisso ambiental ao explorar as riquezas naturais e que gere empregos, renda para a população amazônida.

Não podemos deixar que continuem passando a boiada.Diga NÃO À PRIVATIZAÇÃO! DIGA NÃO A SAÍDA DA PETROBRÁS DO AMAZONAS. 

ECONÔMICO 

De acordo com estudos realizados pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), a venda das refinarias, incluindo a REMAN, podem gerar um monopólio regional privado. O monopólio privado é um dos principais impactos negativo econômico. 

No cenário da privatização e com o monopólio privado, a população irá ficar refém dos preços individuais da empresa privada, que irá dominar a região Norte, devido a REMAN abastecer a região.

O monópolio privado irá ocorrer porque com alta produtividade da refinaria, as empresas privadas não irão abrir concorrência para as demais empresas explorarem. Ou seja, os interesses empresarias privados irão impedir a competitividade e haverá uma maior concentração do setor, tornando um monopólio privado. Tendo em vista, que mesmo com a estatal na região, o monopólio não existe, pois qualquer empresa petrolífera pode construir sua refinaria em Manaus. 

O Sindipetro-AM também destaca que venda das unidades também coloca em risco a contribuição fiscal da estatal para o Estado. A Petrobrás é uma das maiores fontes de ICMS para o Amazonas, com contribuição estimada em R$ 267,94 milhões em royalties e participações especiais em função da produção de hidrocarbonetos para serem investidos na educação e saúde. 

AMBIENTAL 

Já no setor ambiental, o Sindipetro-AM avalia que a Petrobrás no Amazonas exerce uma importante responsabilidade ambiental durante as atividades de produção petrolífera para preservar o bioma e evitar desastres ambientais. A privatização também irá impactar os projetos de preservação ambiental, patrocinados pela Petrobrás, que já sofrem com os desinvestimentos. 

 

Além disso, a estatal tem tido o compromisso em atuar contra os desastres ambientais ocasionados por empresas do setor privado e empresas que foram passaram pelo processo de privatização. 

 

A REMAN, localizada as margens do Rio Negro e o Polo Urucu-Coari não registram acidentes ambientais desde o início de suas operações. Pelo contrário, os ativos da Petrobrás realizam em suas atividades o compromisso ambiental e a responsabilidade de cumprir as exigências com as leis ambientais. 

Com a privatização tudo está ameaçado: Petrobrás, Amazônia, a exploração responsável de petróleo e também o gás natural amazônico. 

Apenas a Petrobrás possui investimentos e capacidade técnica para garantir lucro, renda local e segurança ambiental. 



SOCIAL 

O Sindipetro-AM destaca também que no setor social, a saída da Petrobrás no Amazonas irá aumentar a taxa de desemprego no Estado, pois estima-se que 3.000 trabalhadores no Amazonas serão demitidos pela empresa. 

A empresa em seus planos de venda, afirma que irá garantir os empregos dos trabalhadores. Mas é contraditório, pois ao concentrar a exploração apenas no sudeste, como tem anunciado, não irá ter espaço para trabalhadores das demais regiões. 

Com a falta da renda de 3.000 trabalhadores irá impactar a economia local indiretamente, pois  3.000 trabalhadores irão deixar de consumir nos demais setores econômicos, como por exemplo, o alimentício e cultural.

 

+ Confira os estudos do INEEP sobre a privatização da Petrobrás. Acesse as publicações:
Artigos 

Livros e revistas 
Textos para discussão

A Petrobrás garante elevados lucros para a economia brasileira, pois exerce atividades de produção e refino com alta eficiência e baixos custos. No ano de 2019, a Petrobrás apresentou o maior lucro de sua história.

Atualmente, o valor do barril do petróleo é US$ 65 e o custo médio dos derivados produzidos pela Petrobrás é de ordem de R$ 1,042 por litro. 

 

Com a privatização das refinarias da Petrobrás o valor pode aumentar. No caso da Reman, se privatizada, o custo de produção de derivados poderá aumentar para cerca de R$ 1,805 por litro, principalmente devido a inerente amortização do preço de aquisição da refinaria pelo comprador. O aumento no custo do produto vendido seria da ordem de 73,2% 

 

O monopólio regional privado também é outro fator que irá aumentar o preço de combustíveis, pois o custo de produção de derivados das empresas será mais elevado do que a da estatal.

Afinal, por que o consumidor, nos últimos quatro anos, paga caro no combustível e no gás de cozinha? 

O governo Federal e a atual gestão da Petrobrás, em acordo com petrolíferas estrangeiras, reduziram o volume da carga processada nas refinarias, para gerar prejuízos e mandar o NOSSO petróleo para ser refinado fora do Brasil. Com isso estão importando combustíveis para impor preços abusivos ao povo brasileiro, baseado no valor do preço internacional e cotação do dólar. 

E essa medida faz parte da política de desinvestimento no mercado nacional para iniciar o processo de privatização.

Um das alternativas urgentes é desatrelar os preços do dólar, do mercado internacional e acabar com as privatizações. 

A venda da Reman foi anunciada pela administração da Petrobrás por meio do Teaser do Cluster REMAN para possíveis compradores. Porém este processo está sendo iniciado sem licitação pública em flagrante à Constituição Federal e a Lei n 13.303/2016. 

De acordo relatórios realizados pelo escritório Advogacia Garcez, a dispensa de licitação é ilegal. (Confira o documento em detalhes aqui)

Conforme o Teaser REMAN, a estatal considera um modelo de venda de participação de 100% em uma empresa que irá englobar todo o ativo do Cluster REMAN. Conforme as leis de desestatização, a Petrobrás não pode vender os ativos sem licitação e nem criar uma subsidiária apenas para vender os ativos sem licitação. 

Mesmo sem processo de licitação, a venda dos ativos da REMAN devem chegar a US$15 bilhões e ultrapassar a US$ 36 bilhões. 

Caso a Petrobrás continue com o processo de venda da REMAN e mais sete refinarias no Brasil, estará passando os ativos para terceiros sem autorização legal e sem licitação pública. 

 

Isso é um AFRONTA.

nota técnica.png

A Petrobrás mente para os trabalhadores e para a população. Em Teases divulgados, a estatal diz que a empresa não irá demitir funcionários e que a saída da Petrobrás nas regiões não irá causar desemprego em massa. Porém, para onde serão realocados tantos funcionários se tudo será vendido? 

Assim como mente para os trabalhadores, a Petrobrás também mente para a população, ao afirmar que a empresa está com baixa lucratividade e mantém prejuízos.

A Petrobrás registrou o maior lucro de sua história em 2019. Na mídia nacional, a empresa divulgou a informação em meio a greve nacional dos petroleiros que daria inicio a maior greve da categoria em 2020. Mesmo em greve, a categoria petroleira continuou com a produção nas refinarias, com o objetivo de não prejudicar o abastecimento para a população. 

A greve iniciou em oposição a falta de respeito da Petrobrás com a categoria petroleira com o descumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e contra as políticas de desinvestimentos da estatal. Em meio ao maior lucro registrado pela empresa, a gestão da Petrobrás reduziu salários e demitiu trabalhadores com a "desculpas" que estaria sem dinheiro, mas em contramão, diretores de alto escalão que compactuam com a política de privatização da empresa, tiveram salários quadruplicados, chegando a receber, no mínimo, R$ 400 mil/mês, cada. 

Em continuidade a discursos contraditórios de que a Petrobrás está endividada, a atual gestão da Petrobrás destinou verba de publicidade para canais investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por divulgação de Fake News. De acordo com dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação, foram divulgados 28.845 anúncios para canais de comunicação que defendem a Ditadura Militar, entre 2017 e 2019, com a verba da estatal. Em 2020, a Petrobrás admitiu a veiculação de 2 milhões de anúncios em site de conteúdo impróprio

 

 

Fonte: Jornal O Globo 

 

Uma das maiores empresas do país devia prestar conta com a população de forma correta e transparente, tendo em vista que é uma estatal - uma empresa do povo e para o povo. Com a privatização, as corrupções que acusam a Petrobrás apenas irão aumentar, sem responsabilidade com a sociedade. O problema não é ser uma estatal, mas sim a gestão entreguista. 

A FUP, o Sindipetro-AM e demais sindicatos filiados destacam que a categoria Petroleira defende uma empresa estatal aliada a conquistas, pesquisas e desenvolvimento a favor da sociedade com apoio a cultura, ciência, progresso do país em defesa da soberania nacional ao contrário de uma atual gestão entreguista e autoritária.

A política de privatização da Petrobrás, alertada pela FUP e seus sindicatos, vem sendo acelerada conforme divulgado pelo Governo Federal com a justificativa que a pandemia do Covid-19 teria causado impactos negativos na estatal. Para a categoria petroleira, a justificativa de endividamento é apenas um discurso falso para acelerar a venda de ativos.

© 2020 por Petrobrás Fica no Amazonas. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • YouTube